terça-feira, 5 de abril de 2016

FAZENDA CAMPOS NOVOS APARECE EM RELATÓRIO DA COMISSÃO DA VERDADE.

O documento CONFLITOS POR TERRA E REPRESSÃO NO CAMPO NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO (1946-1988), teve seu relatório final entregue a Comissão Nacional da Verdade. Envolvendo diversos pesquisadores e uma ampla área de pesquisa, o relatório de mais de 900 páginas, coordenado por  Leonilde Servolo de Medeiros (CPDA/UFRRJ), reuni uma série de trabalhos que tratam da repressão sofrida no campo e os conflitos de terra, sobretudo, durante a ditadura militar. 
Todas as regiões do Estado do Rio de Janeiro foram contempladas com trabalhos de pesquisa primorosos. A equipe de pesquisadores utilizou diversas fontes para seu trabalho: bibliográficas, documentais, imprensa e entrevistas. Sobre a Fazenda Campos Novos o belíssimo trabalho efetuado pelos pesquisadores Aline Borghoff Maia e Fabrício Teló, ambos da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), é muito bem documentado, além de conter diversas entrevistas, portanto é um texto de história e memória sobre Campos Novos.
Me recordo quando me sentei pra almoçar à beira da estrada em frente a Fazenda com os dois jovens pesquisadores, seus semblantes mudavam a cada revelação que eu fazia. Todavia apesar dos agradecimentos prestados, minha contribuição foi muito pequena e relação ao grande documento que escreveram. 
Para quem quiser ler o documento, deverá baixar o arquivo todo, o capítulo que tratada da Fazenda é o seis e chama-se: Conflitos fundiários, repressão e resistência camponesa na Baixada Litorânea: o caso da Fazenda Campos Novos. 

Acesse o documento aqui:


terça-feira, 8 de março de 2016

PESQUISADORES ALEMÃES VISITAM A FAZENDA CAMPOS NOVOS

As pesquisas realizadas pelo projeto ESPAÇO CHARLES DARWIN, financiado pelo CNPq, ao longo dos últimos anos vem rendendo algumas boas parcerias. A mais recente, aconteceu através da Embrapa Solos, o Instituto Leibniz de Engenharia Agrícola Potsdam e a Universidade Carl Von Ossietzky de Oldenburg, cooperação técnica fomentada pelo edital bilateral – Faperj – DFG, Também estavam presentes pesquisadores das Universidade de Bayreuth, Universidade de Halle e Universidade de Rostock. Esta parceria visou a realização de estudos sobre alguns sambaquis na região do litoral fluminense, dentre estes o sambaqui da Fazenda Campos Novos. O objetivo é analisar os solos modificados pelo homem, chamado de ANTROSOLOS, ou como também é conhecido; Terra Preta. Sob a coordenação do pesquisador da Embrapa Wenceslau Teixeira, pesquisadores alemães e brasileiros participaram de um WORKSHOP na cidade do Rio de Janeiro na sede da EMBRAPA-SOLOS. O evento fora realizado entre os dias 29 de fevereiro e 4 de março. No dia 4 de março os pesquisadores estiveram pela manhã na Fazenda Campos Novos onde foram recepcionados pelo historiador Jonatas Carvalho e a estagiária de turismo Iony Valadares, e participaram de uma aula de campo sobre a história do desenvolvimento da região e da Fazenda Campos Novos.

Abaixo algumas imagens da visita guiada  com a palestra do historiador Jonatas Carvalho, tradução simultânea de Wenceslau Teixeira e fotos de Iony Valadares. Nosso agradecimento ao historiador Paulo Roberto pelas significativas contribuições ao longo da aula de campo e ao Faustino Júnior Coordenador de Agricultura do Município. 















terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

A Companhia Nacional de Loteamentos e a Fazenda Campos Novos

 Ao longo dos seus mais de trezentos anos de história, as terras da Fazenda Campos Novos passou por anexações de outras áreas, assim como por desmembramentos. No século XIX com os processos de desmembramentos implementados pelo Padre Joaquim Gonçalves Porto, diversas áreas da terras da Fazenda foram vendidas a outros particulares, dentre estes, o ilustre José Gonçalves (traficante de escravos) que comprou a Fazenda da Bahia Formosa (Búzios).
Mas seria no anos de 1955 com a criação da Companhia Nacional de Loteamentos que esses desmembramentos ocorreriam mais agressivamente. Conforme os dados divulgados pela Companhia Agrícola Campos Novos em 1955 a Fazenda era do tamanho de 2 mil alqueires. Um alqueire no Rio de Janeiro correspondia a 48.400m², logo, seria essa medida multiplicada por 2 mil, o que daria quase um milhão de metros quadrados de terra. 
O proprietário da Fazenda na ocasião era o Sr. Antonino Paterno Castello, também conhecido como o Marquês, seu grande problema para seguir com o projeto de lotear suas terras era justamente as moradias de colonos que nelas viviam por anos. Os jornais da época estão cheios de denúncias de despejos ordenadas pelo Marquês. Em um dos casos chegaram a incendiar as casas para não haver riscos dos moradores voltarem após serem expulsos e evidentemente não deixar vestígios de que alguém um dia residiu naquele pedaço de chão.  
As ações em Campos Novos permitiu que a Companhia Nacional de Loteamentos lançasse em novembro de 1955 seu primeiro plano de ação, o projeto colocava à disposição 240 mil lotes de terras na Fazenda Campos Novos. 


Anúncios como esses foram publicados em todos os jornais do país. A imagem acima é do Jornal Última Hora de 28 de novembro de 1955. 
Ainda não foi possível avaliar o resultado da campanha de vendas da CNL, muito menos o resultado das vedas na Fazenda, todavia, sabemos que foi a partir daí que uma forte especulação deu-se na região e nunca mais cessou. 

Jonatas Carvalho 
Historiador e pesquisador bolsista pelo CNPq na Fazenda Campos Novos

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

ESPECIAL 400 ANOS DE CABO FRIO; CAFÉ PEDAGÓGICO ENTREVISTA HISTORIADOR DA FAZENDA CAMPOS NOVOS

Assista o primeiro episódio do programa Café Pedagógico a entrevista com o historiador Jonatas Carvalho, falando sobre a história de Cabo Frio e da Fazenda Campos Novos.


quarta-feira, 28 de outubro de 2015

ALUNOS DA ESCOLA SANTA RITA VISITAM A FAZENDA CAMPOS NOVOS

Nesta última terça-feira dia 27/10 uma turma de alunos da Escola Santa Rita visitaram a Fazenda Campos Novos, acompanhados do professor Bruno (Geografia) os alunos tiveram uma aula de campo com o historiador Jonatas Carvalho.  













quarta-feira, 21 de outubro de 2015

PESQUISAS SOBRE O SAMBAQUI DA FAZENDA CAMPOS NOVOS UNIRÁ PESQUISADORES ALEMÃES E BRASILEIROS

O pesquisador Alexandre Ortega na Fazenda Campos Novos
A histórica Fazenda Campos Novos (Cabo Frio-RJ) pode se tornar a principal área de estudo de projeto que unirá estudiosos da Embrapa, Serviço Geológico do Brasil (CPRM), UFRJ e dos alemães Universidade de Oldenburg e Instituto Leibniz para Engenharia Agrícola. O grupo vai estudar os sambaquis que possuem horizontes antrópicos muito férteis, de origem não definida. "Nosso desafio é tentar entender os mecanismos de formação desses horizontes e tentar reproduzi-los", revela o pesquisador da Embrapa Solos (Rio de Janeiro-RJ) Wenceslau Teixeira.

O conhecimento dos mecanismos que levaram a formação destes horizontes de solos férteis, criados pelo homem, através do manejo de resíduos orgânicos será a base para propostas inovadoras no manejo de resíduos orgânicos carbonizados e seu uso na melhoria da qualidade agronômica do solo e mitigação das mudanças climáticas.




Em fevereiro o centro de pesquisa carioca vai unir os pesquisadores e iniciar a elaboração das propostas. "Estamos numa fase de ´namoro´ do trabalho", conta Wenceslau. "Essa reunião no começo de 2016 vai definir se a parceria é viável".

As características destes horizontes "pretos" dos sambaquis remetem aos horizontes de solos encontrados na Amazônia, conhecidos como Terras Pretas de Índio (estudados pela Embrapa), que são caracterizadas também pela sua elevada fertilidade e estoques de carbono. Os sambaquis podem servir como "experimentos de longo prazo" sobre o manejo de resíduos e a criação de horizontes de solos férteis. "O estudo da formação antrópica deste horizontes de solos é interessante como possibilidade do entendimento dos mecanismos que levaram ao acúmulo de carbono orgânico e dos nutrientes, e da possibilidade da replicação destes mecanismos em formas inovadoras do manejo de resíduos orgânicos para a criação de horizontes de solos férteis e também para o acúmulo de carbono orgânico no solo, desta forma reduzindo as emissões de gases de efeito estufa e contribuindo com a mitigação das mudanças climáticas", conclui Wenceslau.

Essa colaboração entre Brasil e Alemanha é resultado de aprovação em edital promovido pela FAPERJ em parceria com a Fundação Alemã de Pesquisa (DFG, da sigla em alemão).


Carlos Dias (20.395 MTb RJ)
Embrapa Solos
carlos.diniz-dias@embrapa.br
Telefone: (21) 2179-4578

Mais informações sobre o tema
Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC)
www.embrapa.br/fale-conosco/sac/