segunda-feira, 15 de julho de 2013

IPHAN de Cabo Frio em parceria com a Secretaria de Agricultura traz arqueólogos para palestrar aos funcionários da Fazenda Campos Novos

Palestra para trabalhadores da Fazenda Campos Novos, município de Cabo Frio, ministrada por Angela Buarque, arqueóloga do Museu Nacional, e Gabriela Silgueiro, arquiteta do ETRL-IPHAN/RJ. O objetivo da palestra foi informar e esclarecer os trabalhadores sobre a relevância dos achados arqueológicos que acontecem na região da fazenda. (Fotos: Mário Márcio Soares e Junior Silgueiro - 10/07/2013)




sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

                               Imagens da Fazenda Campos Novos publicadas em: 

                         O Homem e a Restinga de Roberto Ribeiro Lamego: 1946 - 226 pp.
                                Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Artefatos de diversos épocas são entregues ao IPHAN

Uma variedade de peças e objetos que remontam temporalidades que vão desde antes da chegadas dos europeus no Brasil até louças inglesas do século XIX, encontradas nos últimos 4 anos na Fazenda Campos Novos, foram oficialmente entregues ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. O órgão irá constituir uma equipe de especialistas para estudar todo o material, após a catalogação e estudos os mesmos poderão retornar à sede da Fazenda para uma exposição permanente.  

Veja mais:
http://g1.globo.com/rj/serra-lagos-norte/noticia/2012/12/vestigios-da-historia-do-brasil-sao-encontrados-em-cabo-frio-rj.html

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Revista de História da Biblioteca Nacional


Matéria sobre a Fazenda Campos Novos na Revista de História da Biblioteca Nacional  nº 77 em fevereiro de 2012. 


                        Matéria de Cristina Romanelli

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

A Fazenda Campos Novos e as origens de nossa história.


É com alegria que aceitei o convite do Gilmar Aguiar para poder relatar aqui alguns capítulos da nossa história. Sou historiador e nos últimos três anos venho trabalhando como pesquisador na Fazenda Campos Novos. Nosso objetivo inicial era elaborar um dossiê bem documentado para apresentar ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN)na intenção de conseguir que a Fazenda recebesse o reconhecimento federal de patrimônio tombado pela união. O mesmo ocorreu após um árduo e longo trabalho em novembro de 2011 (Publicado no Diário Oficial da União nº 224 – de 23 e novembro de 2011 – seção 3 – p.19). 

Durante estes três anos me deparei com uma história riquíssima sobre nossa região, história essa que está diretamente atrelada ao desenvolvimento da região. A Fazenda Campos Novos, é portanto, palco central desta história, ora como protagonista, ora como coadjuvante, mas em todos momentos como sujeito histórico. A Fazenda Campos Novos, possui uma história que já dura mais de 300 anos, isto faz dela também testemunha do desenvolvimento social e econômico da região. 

Nossa proposta para esta coluna é levar a você leitor, de modo simplificado (não simplista), momentos significativos desta história. O objetivo é colocar a disposição dos nossos leitores o conhecimento sobre nossas origens, nosso passado histórico. O que se ganha ao ter acesso a este tipo de conhecimento? Ao olharmos para o passado, podemos entender como chegamos a ser o que somos. Poderemos constatar as raízes de nossas mazelas, mas também as riquezas de nossa cultura e a força de nossas tradições. 

Nas próximas colunas, abordaremos como esta história se desenvolveu, iniciaremos falando um pouco do período colonial (XVI-XVII e XVIII), da chegada dos jesuítas na região, as construções das Fazendas de Campos dos Goytacases, Macaé e Campos Novos. Falaremos sobre o projeto da Cia. de Jesus para ocupação da região litorânea e do papel da Fazenda Campos Novos neste projeto. Após avançaremos para o século XIX, momento de muitos avanços na história da região, a presença de ilustres visitantes como os naturalistas Charles Darwin, Saint-Hilaire e John Lucoock. Também a passagem do imperador Dom Pedro II pela região em 1847. Por fim, abordaremos os eventos do séc. XX, onde trataremos sobre a luta pela terra, sobre o programa de reforma agrária, as histórias nefastas de grilagem de terras, assassinatos e lutas por poder. Assim, neste percurso, verificaremos como nossa sociedade se organizou, por meio dos conflitos que envolveram nativos, escravos e o homem branco. 

Até a próxima! 

Texto publicado no Jornal Tamoios. Irei reproduzir os artigos que serão publicados em um coluna quinzenal com o objetivo de contar um pouco da história que envolvem a Fazenda Campos Novos. 
 
Jonatas Carlos de Carvalho 
Historiador vinculado ao Programa de Pós- Graduação da UERJ e pesquisador do LEDDES- Laboratório de Estudos das Diferenças e Desigualdades Sociais e da Fazenda Campos Novos.

sexta-feira, 24 de agosto de 2012



Por meio de uma ação que envolve verbas municipal e federal na parceria entre a Prefeitura de Cabo Frio e o IPHAN – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – a Fazenda Campos Novos receberá várias intervenções visando sua recuperação e restauro. Técnicos da Prefeitura e do IPHAN estão fazendo os últimos ajustes no projeto para o início das obras.  
No primeiro momento serão efetuadas uma série de intervenções estruturais, como a renovação de todo o sitema elétrico, tubulações de água e esgoto, infiltrações, rachaduras e substituição de peças comprometidas. Outra etapa importante será a reforma do telhado, o que incluirá substituição de madeiramento e das telhas. A fazenda será totalmente descupenizada para garantir maior durabilidade da enorme quantidade de madeiras que fazem parte da sua estrutura.  
Por fim, serão iniciados os estudos e testes visando definir os procedimentos técnicos para a elaboração do projeto de restauro, como por exemplo, raspagens nas paredes para definir o traçado de argamassas, estudo de cores, definições sobre as aberturas (portas e janelas) e outras que ajudarão a definir a aproximação das características originais da mesma. 

Jonatas C. de Carvalho

sábado, 26 de maio de 2012

Geoparque Costões e Lagunas é notícia na Suíça

Vou reproduzir na íntegra a matéria publicada na Suíça falando sobre o projeto do Geoparque a ser implantado na Região dos Lagos:


Politécnica suíça participa de projeto ambiental no Brasil

O Geoparque Costões e Lagunas do Rio de Janeiro abrangerá 15 municípios do litoral, entre eles Cabo Frio.
O Geoparque Costões e Lagunas do Rio de Janeiro abrangerá 15 municípios do litoral, entre eles Cabo Frio. (Closé/SecTur)
Por Maurício Thuswohl, swissinfo.ch


Quando o naturalista inglês Charles Darwin esteve no Brasil, em 1832, um dos lugares que mais o impressionou foi Cabo Frio, cidade no litoral do Rio de Janeiro que hoje é muito conhecida por suas inúmeras e belas praias.
A riqueza histórica dessa parte do litoral e seu valor ambiental e geológico, poderá agora ser preservada sob a chancela da Unesco em um projeto que conta com a participação da Escola Politécnica de Zurique (ETH).

O Geoparque Costões e Lagunas do Rio de Janeiro abrangerá 15 municípios litorâneos, de Maricá a São João da Barra, incluindo a Região dos Lagos (onde está Cabo Frio). Em toda sua extensão, a área proposta para o parque contempla os conceitos previstos pela Unesco, com uma concentração de pontos de interesse geológico, histórico, ambiental, arqueológico e cultural. Se obtiver o selo da Unesco, a região será reconhecida internacionalmente como integrante da Rede Global de Geoparques e receberá incentivos para estimular o turismo científico e cultural.
A expectativa pela aprovação do projeto pela Unesco é grande, já que atualmente existem somente 77 geoparques em todo o mundo, e o único na América Latina é o Geoparque de Araripe, criado em 2006 no estado brasileiro do Ceará. Na atual etapa do projeto, estão sendo realizadas com representantes dos municípios envolvidos diversas oficinas para a organização das informações disponíveis sobre turismo, cultura, patrimônio e projetos educacionais.
Também estão sendo realizadas audiências púbicas, em cada município, com membros dos governos locais e empresários dos setores de turismo, hotelaria, alimentação e cultura, além de representantes de ONGs e movimentos sociais. Todas as informações coletadas estarão incluídas no dossiê que será enviado à Unesco.
“Estamos na fase de definição do tipo de gestão que terá o Geoparque. O mesmo foi dividido em sub-áreas para melhorar seu gerenciamento. Em março, fizemos na cidade de Macaé uma convocatória a todos os municípios incluídos, de forma a definir a gestão participativa do Geoparque. Esse tipo de dinâmica é prevista no processo e precisa existir antes que o Geoparque seja aprovado pela Unesco. Quando a comissão vier nos visitar, essa gestão tem que estar funcionando”, afirma Débora Toci, diretora do Serviço Geológico do Estado (DRM).
 A visita da comissão de avaliação da Unesco ao Brasil, ainda sem data especificada, deverá acontecer no segundo semestre deste ano. Confiante na aprovação do projeto, o Governo do Rio já acelera alguns procedimentos: “Estamos viabilizando junto ao Instituto Nacional da Propriedade Intelectual (INPI) a logomarca do Geoparque, que vai ser difundida nos produtos da região e divulgada também. Além disso, estamos finalizando os protótipos dos mascotes do Geoparque (os Geoferas), que serão confeccionados. Enfim, as coisas estão andando agora no sentido de arrumar a casa e tornar o parque sustentável por si só”, diz Débora Toci.
Além do GRM, fazem parte do projeto de criação do Geoparque Costões e Lagunas do Rio de Janeiro a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico, a Petrobras e a Escola Politécnica Federal de Zurique ETH). A participação suíça começou em 2009, quando o Departamento de Geologia da ETH Zurique assinou com a Petrobras um convênio de cooperação técnico-científica na área de carbonatos microbiais, conhecidos como dolomíticos.
“Um dos principais objetivos deste convênio é estudar ambientes recentes para tentar entender o passado geológico e, com isso, ajudar no entendimento das últimas descobertas de ocorrência de petróleo nos reservatórios do pré-sal”, afirma a geógrafa Gisele Ferolla Vasconcelos, responsável pelo acompanhamento do projeto na ETH Zurique.
A degradação ambiental provocada no litoral do Rio de Janeiro pela ação humana nos últimos dez anos, conta Gisele, fez com que o projeto de criação do Geoparque fosse incorporado ao convênio firmado entre brasileiros e suíços: “Um dos propósitos do Geoparque é ajudar na preservação e estabelecer regras para um desenvolvimento sustentável na região”, diz. Emblematicamente, a futura sede do Geoparque será instalada na Fazenda Campos Novos, em Cabo Frio, mesmo local onde Charles Darwin ficou hospedado.Participar de projetos ligados à preservação do meio ambiente em todo o mundo é uma das prioridades da instituição suíça: “A ETH Zurique é considerada uma das melhores universidades do mundo. Para manter esse status, deve permanecer na vanguarda das pesquisas no campo das ciências naturais e ambientais. As pesquisas interdisciplinares desenvolvidas na ETH Zurique podem contribuir para o desenvolvimento sustentável em todo o mundo, isso torna a instituição uma parceira confiável para as economias, políticas e sociedades dos países que possuem cooperações científicas”, avalia Gisele Vasconcelos.
A geógrafa acrescenta que o projeto de criação do Geoparque Costões e Lagunas do Rio de Janeiro também se enquadra no escopo do programa de integração entre sociedade e desenvolvimento sustentável da ETH Zurique: “Essa oportunidade coloca a universidade como um dos principais parceiros no aprimoramento da educação de base e na formação da próxima geração de cientistas, contribuindo assim para os avanços científicos e o desenvolvimento do Brasil”, diz.

Maurício Thuswohl, 

Confira em: 
http://www.swissinfo.ch/por/ciencia_tecnologia/Politecnica_suica_participa_de_projeto_ambiental_no_Brasil.html?cid=32490820