sexta-feira, 24 de agosto de 2012



Por meio de uma ação que envolve verbas municipal e federal na parceria entre a Prefeitura de Cabo Frio e o IPHAN – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – a Fazenda Campos Novos receberá várias intervenções visando sua recuperação e restauro. Técnicos da Prefeitura e do IPHAN estão fazendo os últimos ajustes no projeto para o início das obras.  
No primeiro momento serão efetuadas uma série de intervenções estruturais, como a renovação de todo o sitema elétrico, tubulações de água e esgoto, infiltrações, rachaduras e substituição de peças comprometidas. Outra etapa importante será a reforma do telhado, o que incluirá substituição de madeiramento e das telhas. A fazenda será totalmente descupenizada para garantir maior durabilidade da enorme quantidade de madeiras que fazem parte da sua estrutura.  
Por fim, serão iniciados os estudos e testes visando definir os procedimentos técnicos para a elaboração do projeto de restauro, como por exemplo, raspagens nas paredes para definir o traçado de argamassas, estudo de cores, definições sobre as aberturas (portas e janelas) e outras que ajudarão a definir a aproximação das características originais da mesma. 

Jonatas C. de Carvalho

sábado, 26 de maio de 2012

Geoparque Costões e Lagunas é notícia na Suíça

Vou reproduzir na íntegra a matéria publicada na Suíça falando sobre o projeto do Geoparque a ser implantado na Região dos Lagos:


Politécnica suíça participa de projeto ambiental no Brasil

O Geoparque Costões e Lagunas do Rio de Janeiro abrangerá 15 municípios do litoral, entre eles Cabo Frio.
O Geoparque Costões e Lagunas do Rio de Janeiro abrangerá 15 municípios do litoral, entre eles Cabo Frio. (Closé/SecTur)
Por Maurício Thuswohl, swissinfo.ch


Quando o naturalista inglês Charles Darwin esteve no Brasil, em 1832, um dos lugares que mais o impressionou foi Cabo Frio, cidade no litoral do Rio de Janeiro que hoje é muito conhecida por suas inúmeras e belas praias.
A riqueza histórica dessa parte do litoral e seu valor ambiental e geológico, poderá agora ser preservada sob a chancela da Unesco em um projeto que conta com a participação da Escola Politécnica de Zurique (ETH).

O Geoparque Costões e Lagunas do Rio de Janeiro abrangerá 15 municípios litorâneos, de Maricá a São João da Barra, incluindo a Região dos Lagos (onde está Cabo Frio). Em toda sua extensão, a área proposta para o parque contempla os conceitos previstos pela Unesco, com uma concentração de pontos de interesse geológico, histórico, ambiental, arqueológico e cultural. Se obtiver o selo da Unesco, a região será reconhecida internacionalmente como integrante da Rede Global de Geoparques e receberá incentivos para estimular o turismo científico e cultural.
A expectativa pela aprovação do projeto pela Unesco é grande, já que atualmente existem somente 77 geoparques em todo o mundo, e o único na América Latina é o Geoparque de Araripe, criado em 2006 no estado brasileiro do Ceará. Na atual etapa do projeto, estão sendo realizadas com representantes dos municípios envolvidos diversas oficinas para a organização das informações disponíveis sobre turismo, cultura, patrimônio e projetos educacionais.
Também estão sendo realizadas audiências púbicas, em cada município, com membros dos governos locais e empresários dos setores de turismo, hotelaria, alimentação e cultura, além de representantes de ONGs e movimentos sociais. Todas as informações coletadas estarão incluídas no dossiê que será enviado à Unesco.
“Estamos na fase de definição do tipo de gestão que terá o Geoparque. O mesmo foi dividido em sub-áreas para melhorar seu gerenciamento. Em março, fizemos na cidade de Macaé uma convocatória a todos os municípios incluídos, de forma a definir a gestão participativa do Geoparque. Esse tipo de dinâmica é prevista no processo e precisa existir antes que o Geoparque seja aprovado pela Unesco. Quando a comissão vier nos visitar, essa gestão tem que estar funcionando”, afirma Débora Toci, diretora do Serviço Geológico do Estado (DRM).
 A visita da comissão de avaliação da Unesco ao Brasil, ainda sem data especificada, deverá acontecer no segundo semestre deste ano. Confiante na aprovação do projeto, o Governo do Rio já acelera alguns procedimentos: “Estamos viabilizando junto ao Instituto Nacional da Propriedade Intelectual (INPI) a logomarca do Geoparque, que vai ser difundida nos produtos da região e divulgada também. Além disso, estamos finalizando os protótipos dos mascotes do Geoparque (os Geoferas), que serão confeccionados. Enfim, as coisas estão andando agora no sentido de arrumar a casa e tornar o parque sustentável por si só”, diz Débora Toci.
Além do GRM, fazem parte do projeto de criação do Geoparque Costões e Lagunas do Rio de Janeiro a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico, a Petrobras e a Escola Politécnica Federal de Zurique ETH). A participação suíça começou em 2009, quando o Departamento de Geologia da ETH Zurique assinou com a Petrobras um convênio de cooperação técnico-científica na área de carbonatos microbiais, conhecidos como dolomíticos.
“Um dos principais objetivos deste convênio é estudar ambientes recentes para tentar entender o passado geológico e, com isso, ajudar no entendimento das últimas descobertas de ocorrência de petróleo nos reservatórios do pré-sal”, afirma a geógrafa Gisele Ferolla Vasconcelos, responsável pelo acompanhamento do projeto na ETH Zurique.
A degradação ambiental provocada no litoral do Rio de Janeiro pela ação humana nos últimos dez anos, conta Gisele, fez com que o projeto de criação do Geoparque fosse incorporado ao convênio firmado entre brasileiros e suíços: “Um dos propósitos do Geoparque é ajudar na preservação e estabelecer regras para um desenvolvimento sustentável na região”, diz. Emblematicamente, a futura sede do Geoparque será instalada na Fazenda Campos Novos, em Cabo Frio, mesmo local onde Charles Darwin ficou hospedado.Participar de projetos ligados à preservação do meio ambiente em todo o mundo é uma das prioridades da instituição suíça: “A ETH Zurique é considerada uma das melhores universidades do mundo. Para manter esse status, deve permanecer na vanguarda das pesquisas no campo das ciências naturais e ambientais. As pesquisas interdisciplinares desenvolvidas na ETH Zurique podem contribuir para o desenvolvimento sustentável em todo o mundo, isso torna a instituição uma parceira confiável para as economias, políticas e sociedades dos países que possuem cooperações científicas”, avalia Gisele Vasconcelos.
A geógrafa acrescenta que o projeto de criação do Geoparque Costões e Lagunas do Rio de Janeiro também se enquadra no escopo do programa de integração entre sociedade e desenvolvimento sustentável da ETH Zurique: “Essa oportunidade coloca a universidade como um dos principais parceiros no aprimoramento da educação de base e na formação da próxima geração de cientistas, contribuindo assim para os avanços científicos e o desenvolvimento do Brasil”, diz.

Maurício Thuswohl, 

Confira em: 
http://www.swissinfo.ch/por/ciencia_tecnologia/Politecnica_suica_participa_de_projeto_ambiental_no_Brasil.html?cid=32490820






domingo, 11 de dezembro de 2011


Caros Amigos, 

O professor Ildeu Morreira (Ministério de Ciência e Tecnologia) enviou ao Sr. Randal Kaynes - tataraneto de Charles Darwin - a notícia sobre o tombamento federal da Fazenda Campos Novos. Reproduzi abaixo a resposta acompanhada da tradução.  
 
Dear Ildeu -
Wonderful to hear! Warmest thanks for letting me know, and congratulations and very best wishes to all involved! Our visit was a very special day for me.
All the best -
Randal.

Caro Ildeu -
Maravilhoso ouvir! Mais sinceros agradecimentos por me deixar saber, e parabéns e melhores votos a todos os envolvidos! Nossa visita foi um dia muito especial para mim.
Tudo de melhor -
Randal.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011


Fazenda Campos Novos é tombada pelo IPHAN.

O processo de número 1.492-T-02 que foi iniciado em 2002, mas caiu em esquecimento e só foi retomado no início de 2009 com a criação do Projeto Refazendo Campos Novos, transformou-se no processo nº 01500.005719/2010-49, que trata o “tombamento federal do sítio da antiga Fazenda de Santo Inácio de Campos Novos a ser escrita nos livro do Tombo Histórico, Livro do Tombo de Belas Artes, livro do Tombo Arqueológico, Etnográfico e Paisagístico.” (Texto diário oficial da união – nº224 de 23 de novembro de 2011). Com isso, após anos de luta pela preservação de um dos patrimônios mais importantes da Região da Costa do Sol e de valor inestimável para história patrimonial fluminense, finalmente a Fazenda Campos Novos passará a gozar da proteção do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN.  
A luta, iniciada nos primeiros anos da década de 90 quando o então prefeito José Bonifácio desapropriou a área de 184 hectares, não teve como motivação principal o pratrimônio em si, mas a contenção dos conflitos agrários (que já havia resultado no assassinato do lider sindical Sebastião Lan), a Fazenda era o símbolo da opressão, exploração do trabalhador rural e da expropriação (por meio de grilagem) das terras dos descendentes de escravos trazidos para o trabalho nas terras da fazenda.  Na ocasião, a Secretaria de Agricultura do  município foi transferida para a sede da mesma.    
No início do ano 2000 iniciou-se um projeto de transformar parte das terras da Fazenda em um aterro sanitário. A Associação de Turismo Ecológico Integrado à Arqueologia (ATEIA) por meio de seu presidente Geraldo Monteiro, reagiu ao absurdo e mobilizou a sociedade para um projeto que visava resgatar a Fazenda como símbolo histórico e cultural. Foi nesta época, graças a mobilização da ATEIA que a Fazenda foi tombada provisoriamente pelo Instituto Estadual do Patrimõnio Cultural do Rio de Janeiro – INEPAC. Nesta época foram muitos os cabofrienses que  batalharam pela preservação da Fazenda, entre eles  o então Sub-Secretário de Cultura Márcio Werneck e sua esposa  Penha Leite. No entanto, devido a falta de recursos municipais e a ausência de visão dos gestores públicos,  o esquecimento foi questão de tempo. Os anos que se seguiram a Fazenda Campos Novos passou a ser apenas o lugar onde funcionava a Secretaria de Agricultura. 
No primeiro mandato do Prefeito Marquinhos Mendes, foi nomeado para assumir a Secretaria de Agricultura o ex-vereador e militante (PT) Alfredo Barreto, este que lutara ao lado de José Bonifácio na desapropriação da Fazenda, iniciou um trabalho excepcional de aproximação entre a Fazenda e a população rural de Cabo Frio. Mas foi quando Carlos Alberto Gomes de Carvalho (Carlinhos) assumiu e SECMAA que o Projeto Refazendo Campos Novos foi criado.  Em principio criou-se um consórcio com algumas secretarias afins ( Cultura, Educação, Meio Ambiente e Turismo,  além da participação de representantes do IFF). No mesmo ano foi criado, numa parceria entre o Ministério de Ciência e Tecnologia, Departamento de Recursos Minerais e a Casa da Ciência da UFRJ, o Projeto Caminhos de Darwin, que ajudou a dar mais visibilidade a Fazenda ( Darwin se hospedou na Fazenda no séc. XIX).
Em 2009 o médico sanitarista Beto Nogueira assumiu a Secretaria de Agricultura e colocou o tombamento da Fazenda com uma das prioridades na sua gestão, colocando o historiador Jonatas Carvalho a frente do Projeto Refazendo Campos Novos. A partir daí, pessoas como o professor Ildeu Moreira do MCT e Fátima Brito da Casa da Ciência (UFRJ), assim como a geóloga Kátia Mansur da UFRJ passaram a abraçar o projeto. Por outro lado, deve-se muito aos representantes do IPHAN na região, Manoel Vieira e Ivo Barreto, este último incansável na articulação e na busca de soluções com departamentos e órgãos do Estado e União. 
Em fim o tombamento federal da Fazenda Campos Novos é uma obra coletiva, cujo resultado vem coroar a ação dos envolvidos (alguns, que devido ao curto texto não foram mencionados). Este texto é, portanto, um reconhecimento do trabalho mútuo e da preocupação de cidadãos e cidadãs com o patrimônio material e imaterial que singulariza nossa Região. Não há dúvida que foi dado um passo fundamental para a preservação deste belíssimo patrimônio, o tombamento federal, no entanto, não é garantia irrestrita da preservação, é uma etapa e deve ser celebrada com uma grande vitória, em 2012  haverá muito a se fazer, a luta  vai continuar. 

Jonatas C. de Carvalho.
Pesquisador da Fazenda Campos Novos. 

terça-feira, 6 de dezembro de 2011


Saiu!!!!!!! O Tombamento Federal da Fazenda Campos Novos!!!
Segue abaixo cópia do diário oficial da União. 
Em breve publicaremos mais detalhes. 
Jonatas.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Fotos originais da Fazenda Campos Novos

As fotos foram tiradas na ocasião da inauguração do Projeto Caminhos de Darwin pelo fotografo do Jornal Globo, Domingo Peixoto: O arquivo original está em:http://extra.globo.com/noticias/rio/os-caminhos-de-darwin-749948.html










terça-feira, 20 de setembro de 2011

Transcrição de história oral do Jongos, Calangos e Folia.

José Fernandes, nascido em 05 de Julho de 1946, em Campos Novos. Fala que tem recordações de coisas que não existem mais na fazenda modelo. Reconhece a falta de cuidado por parte dos fazendeiros com a fazenda. Conta que em frente À igreja de Santo Inácio havia uma obra (uma espécie de chafariz), onde tinha várias festas essas festas que aconteciam na fazenda. Este diz que seus pais e avós contavam que a igreja era em homenagem a pelo Santo Inácio.Então, todo o ano tinha uma festa importante.Ele conta que seu Tio saía com uma bandeira e ele com o tambor em toda a região do 2° distrito, anunciando a data da festa e arrecadando donativos para ajudar na festa. A festa durava três dias.
S. José responde que era no meio de Julho de cada ano. As festas daquela época tinham um funcionamento diferente. Separava-se em equipe de pessoas da região para coordenar a festa.
O nome do Tio era Mario Fernandes. Perguntam o que era essa bandeira.Ele responde que a bandeira tinha o retrato do santo e dois meses antes da festa avisava-se sobre a festa e S. José tocava o tambor.Quando chegava nas casas fazia uma saudação. Rodava por toda a região. A divulgação da festa durava semanas, não parava, somente na véspera da festa. Liliane pergunta para que era a festa. Ele reponde que a festa era para Santo Inácio. Matheus pergunta que tipo de música tocava na festa. S. José diz que eram dois instrumentos que seguiam a bandeira: O tambor e sanfona, que na época era chamada de cabeça de gato. E quando se chegava às casas fazia o ritual: pedia-se licença e entravam e então o Tio cantava um ou dois versos, a sanfona e o surdo faziam o acompanhamento e, depois, despedia-se e iam pra outro lugar. Liliane pergunta se S. José lembra do verso.Ele responde que não. Matheus pergunta quem tocava a sanfona. Ele reponde que era o pai ou um dos irmão mais velhos.Matheus pergunta se a sanfona era do pai de S. José. Ele responde que sim. O pai dele era um dos sanfoneiros da Cidade.
S. José conta sobre uma Tia já falecida chamava-se Mereciana, conhecida como Xana. Fala do desinteresse da Globo pela região. Falou que essa Tia já foi entrevistada pela Globo. Fala que ela deveria ter memória de algo importante que aconteceu. A tia foi feitora de escravos na Fazenda campos Novos Ele num sabe a data disso Ela deveria saber as origens dos negros de Campos Novos.
Sr. José diz que a avó por parte de pai, sempre morou na Fazenda. Matheus pergunta se avó contava histórias. O entrevistado responde que ela contava muitos casos. A avó dele era da mesma idade da velha Xana e ambas eram primas. Liliane pergunta se S. José trabalhava na Fazenda. Ele responde que sim, junto com sua família.
S. José conta que onde os pais moravam não podia plantar o que quisesse.
Fala de arrendamento e das dividas. Os fazendeiros cobravam as dividas das famílias negras.
Antonio Castelo era o dono da fazenda, segundo S. José. Tinha 36 famílias nesta época (infância de S. José) Famílias negras, não existiam brancos. Naquela época já havia as influências dos coronéis e as famílias tinham que aceitar as imposições.
S. José descreve que os claros-morenos são derivados dos negros, porque houve a mestiçagem. S. José fala que a origem dessas famílias é africana e reafirma que a Tia era chefe de escravos. S. José afirma a lei dos quilombolas e o não pagamento da terra. Critica o INCRA. S. José afirma que a Princesa Isabel deve ter assinado um outro documento além da Lei áurea que garante terras para os negros.


Estas narrativas fazem parte do documentário:

Jongos, Calangos e Folias. Música Negra, Memória e Poesia é um documentário realizado pela Universidade Federal Fluminense, através do Laboratório de História Oral e Imagem (LABHOI/UFF) e do Núcleo de Pesquisas em História Cultural (NUPEHC/UFF), com o apoio do Edital Petrobras Cultura/2005. O filme coloca em diálogo, através de jongos, calangos e folias de reis, a memória e a história da última geração de africanos, chegada ao Rio de Janeiro na primeira metade do século XIX. Dá especial atenção à poesia presente nestas manifestações que são praticadas ainda hoje, no Rio de Janeiro, por muitos dos descendentes daqueles últimos escravos.

Ficha Técnica

Jongos, Calangos e Folias. Música Negra, memória e poesia. Duração:45min. Com legendas em português. Direção Geral: Hebe Mattos e Martha Abreu; Fotografia: Guilherme Fernández; Edição: Isabel Castro; Som Direto: Helio Leite; Coordenação de Produção: Martha Nóbrega; Coordenação de Pesquisa: Carolina Vianna, Carlos Eduardo Costa, Thiago Campos Pessoa; Pesquisadores: Camila Marques, Camila Mendonça, Edmilson Santos, Eric Brasil, Gilciano Menezes, Liliane Brito, Luana Oliveira, Luciana Leonardo, Matheus Serva Pereira, Rejane Becker; Coordenação de Multimídia: Ana Paula Serrano; Programação Visual: André Castro; Consultores: Ana Lugão Rios, Antonio Carlos Gomes, Mathias Assunção, Mônica Leme, Robert Slanes; Produção Executiva: JLM Prod